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Artigos políticos

Para resgatarmos a Res Pública: um artigo de Luís Severiano Soares Rodrigues

Publicado em: 25/06/2013

Luís Severiano Soares Rodrigues
Economista, pós-graduado em história, sócio
correspondente do Instituto Histórico e
Geográfico de Niterói, conselheiro consultivo
do Instituto Cultural D. Isabel I, A Redentora e membro do Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro (Ipharj)


As grandes capitais brasileiras nesse mês de junho tem sido palco de manifestações de insatisfação popular, que iniciou como protesto contra o aumento do preço das tarifas do ônibus urbanos. Como todo movimento contestatório, tem angariado uma série de simpatizantes, a medida que a população entende como legítima as reivindicações que embasam as manifestações. No decorrer da evolução dos protestos, os mesmos passaram a ter uma conotação de protesto contra a corrupção, até porque esta já passou de todos os limites possíveis no Brasil. Contudo, com o decorrer dos protestos, começou-se haver sérios distúrbios, seguido de vandalismo e a correspondente violência policial. Esse vandalismo temos certeza, passou das expectativas iniciais dos organizadores dos protestos. Lamentavelmente a despeito dessa constatação, os mesmos não poderão fugir as responsabilidades inerentes, ao fato, deles terem organizado as ditas manifestações. Pois agora os ditos organizadores se dão conta de que esses processos, muitas vezes começam bem, mas invariavelmente terminam mal, e aí temos cenas de pura estupidez, seguida de graves prejuízos para estabelecimentos públicos e privados, com várias pessoas feridas, algumas gravemente.

Inegavelmente, temos através deles, a certeza de que o povo está farto das séries de incoerências das quais o nosso povo é vítima, nas mãos daqueles que se propuseram a representá-los. Isso é significativo, na medida em que os protestos não chegam ao ponto nevrálgico da questão, que são as instituições republicanas do Brasil, esse nome republicanas, é pura fantasia, pois o respeito à Res Pública, foi morto em 15/11/1889. Então de nada adianta protestos e palavras de ordem, se as instituições não têm as características, efetivas para se realizar os anseios da maioria da população. Gritar fora Cabral, não adianta nada, pois o dito governador do Estado do Rio de Janeiro tem garantido o exercício do seu mandato até o último dia, que prescreve a norma constitucional da referida unidade da federação. Outro elemento que salta aos olhos em todo esse processo é o óbvio de que no nosso país, a eleição é uma ficção, na medida em que o completo desrespeito dos eleitos para com os eleitores, não pode ser revertido dentro do prazo do mandato do dito representante. Dirão os defensores do presidencialismo, que o eleitor nas próximas eleições retribuirá o mau representante não o reelegendo, ou seja, o mau político tem um mandato inteiro para sacanear o eleitor, que não pode fazer nada. Esse é o sistema representativo brasileiro, ou seja, a total falta de compromisso dos eleitos para com os eleitores. Cujas consequências, são óbvias, os mensalões, mensalinhos, obras superfaturadas, mais impostos, conluios com setores econômicos, contratos com ONGs as mais diversas, etc.
    
O gênese de todos os nossos males está na república, cuja história fala por si mesma, como uma tragédia do começo ao fim. Assim, só haverá mudanças de fato com a Revolução Imperial, cuja bandeira amalgama os anseios do nosso povo, de um sistema político administrativo e representativo, onde os eleitos possam cobrar dos seus representantes, coerência e honradez, onde os desvios de conduta, de qualquer cidadão sejam punidos exemplarmente, onde os bandidos e assassinos sejam punidos efetivamente; onde os compromissos do Estado para com o cidadão sejam cumpridos, e não mera letra de uma constituição, desrespeitada a cada instante. Onde o chefe de Estado tem a obrigação de proteger o seu povo contra os eventuais deslizes dos governos indignos. Na Revolução Imperial, será dado ao povo escolher o Brasil Novo, que prime pela decência, onde o povo seja respeitado e a Res pública, não seja uma ficção, das quais muitos se aproveitam.



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