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Leia o novo artigo de Edvaldo F. Esquivel: "Brasil: A tortura dos baixos IDHs"

Publicado em: 03/06/2013

Edvaldo F. Esquivel
Jornalista
edesquivel@oi.com.br 

Ainda não foi desta vez que o Brasil mostrou categoria como país emergente.  Mais uma vez, não conseguiu ostentar melhorias convincentes no quadro do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU (IDH) de 2012, cujo relatório foi divulgado recentemente. Nosso país, simplesmente, patinou num desconcertante 85º  lugar no ranking dos 187 países que são avaliados anualmente. Aliás, a colocação é reincidente, pois nas duas últimas décadas o Brasil não tem conseguido avançar substancialmente nos quesitos investimento social: saúde, saneamento básico e educação pública. O governo brasileiro, em vez de dourar a pílula deveria encarar esta vergonha nacional de frente. 

O tal país do futuro aparece, sempre, com uma taxa de crescimento menor que a média dos países da América Latina e Caribe. É vexatório. Paradoxalmente, no entanto, a grande mídia brasileira também insiste em fazer média com a irrealidade, e todos os anos tenta dourar a pílula do nosso insuportável subdesenvolvimento. É um equívoco! A gente precisa tirar lições e não dissimular, aprender a encarar a realidade social (triste) de nosso povo e buscar soluções rápidas. Ninguém suporta mais as desculpas esfarrapadas do tipo, “apesar de tudo, o Brasil está melhorando a cada ano”. Nada disso, o Brasil na prática tem avançado estatisticamente muito lentamente, quase parando em quesitos básicos. 

Francamente, o ex-País do futebol perde de goleada até para os nossos hermanos  sul-americanos e nos coloca próximo de países indigentes da África ou até da Asia. O jornalista J. R. Guzzo, em artigo de última página da Veja (edição 2.317 – 17/04/2013), sob título “Efeitos colaterais”, substancia o nosso argumento quando afirma: “O governo brasileiro viciou-se em confundir estatísticas com realidade”.  Em outro trecho pontua: “O Brasil pegou o 85º lugar em 2013 (no IDH da ONU), dezesseis postos abaixo do Cazaquistão e outras potências do mesmo quilate. Não é um desastre. É apenas aquilo que realmente somos – a mediocriadade em estado puro...”. Pronto.    

É triste. E o que fazer então? Ora bolas, ir atrás do tempo perdido! Os projetos de  modernização da infra-estrutura do Estado brasileiro do governo federal existem, porém, não saem do papel. Arrastam-se nas gavetas dos gabinetes. Adormecem nos meandros do poder, na areia movediça que reina absoluta na maresia administrativa do poder público. Pior: salvam-se poucos exemplos positivos. Um deles são os metrôs de capitais, indispensáveis para a mobilidade urbana para cidades de trânsito caótico como Salvador. Aqui, a construção da Linha 2 do metrô, na Av. Paralela, foi mais uma vítima quase fatal da pasmaceira que ronda as obras públicas nesse país. 

Sim, desde 2010 a obra do metrô de Salvador virou uma novela eterna do PAC, traindo as esperanças dos baianos de que finalmente se tornasse um legado edificante da Copa 2014 . Construíram a Arena Fonte Nova, mas não conseguiram viabilizar o projeto exigido pela Fifa. Eis outra vergonha nacional.  

Credibilidade em baixa
Enfim, a credibilidade despenca em setores vitais da vida nacional. E todos fingem que está tudo bem. E a Educação? Não está. E a Saúde Pública? Idem. E a Habitação Popular? E o transporte público? Nem pensar. Ah! Sim. Reinam absolutas as favelas, esses abomináveis antros da violência urbana. E tome UPPs.  
Como é que pode? Temos uma nação secularmente desencontrada com suas instituições. E louvam-se – ou criticam – quando o STF ocupa a cena nacional no embate quixotesco contra a corrupção e a malandragem da política nacional. Aí, vem a perguntinha: como nos salvarmos, então, dos baixos IHDs? Na reflexão? Ou na compaixão de nós mesmos? Melhor dizer: no trabalho incansável dos nossos governantes. Para aliviar a situação, o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, divulgado  no dia 14/03, baseado em números  de 2012, aponta que o Brasil teve um aumento de 24% do seu IDH desde 1990, o que não chega a ser tão significativo assim, se levado em conta o potencial econômico desse país continental. 

Um crescimento pífio
Nem adianta considerar que esse avanço é proporcionalmente superior a de outros países da América Latina. No mesmo período, a Argentina aumentou seu índice em 16%; o Chile, em 17%, e o México em 18%. Entretanto, vejam como estão classificados esses países no ranking do IDH da ONU de 2012. Bem na frente do Brasil. É simples: o nosso País cresceu bobagem de um ano pro outro. RepetImos: por seu potencial imenso, está a merecer colocação melhor. Ou, até mesmo, a liderança no continente sul-americano. Basta dessa mania de nos contentarmos com pouco. Queremos progresso, sim, mas não pela metade. O Brasil precisa se mirar nos exemplos das grandes nações (muitas delas, inclusive, de regime monárquico-parlamentarista), que souberam aliar muito bem Desenvolvimento Social com Democracia.

O que temos aí – e os IDH anuais comprovam – é arremedo puro e simples de uma realidade social que é cruel para o nosso povo, a despeito do propalado desempenho do país na área social dos últimos anos (vide Bolsa Escola e Bolsa Família). As pessoas, às vezes, desabafam contra a realidade brasileira, afirmando que “temos uma democracia capenga”. Estarão erradas? 

De qualquer modo, mesmo com algum avanço – pálido, insistimos - nos últimos anos, o relatório deixa claro que o Brasil ainda possui um indefensável fosso social entre ricos e pobres. A propósito: dos dez países que lideram o IDH/2012,  em primeiro lugar está a Noruega,  democrática e socialmente avançada nação de regime monarquista-parlamentarista da Escandinávia. Seria mera coincidência? Por sinal, queiram ver a relação completa, no Google, dos dez países do ranking do IDH/2012. 

E tirem as conclusões, ok?



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