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Os 190 anos de fundação do Império

Publicado em: 30/11/2012

Luís Severiano Soares Rodrigues
Economista, pós-graduado em história, sócio 
correspondente do Instituto Histórico e 
Geográfico de Niterói e Artista Plástico

O transcurso dos 190 do grito do Ipiranga, trás em si um momento de reflexão  sobre o significado do nascimento do Brasil Independente sob a forma monárquica de governo, e a amplitude desse fato sobre a consolidação da nação gigante que é o Brasil.

O Império do Brasil se forma sobre o que era o Reino do Brasil, unido ao de Portugal e Algarves, e essa transição se dá pelas mãos do, até então, regente desse reino, o príncipe Dom Pedro de Alcântara, herdeiro da Coroa portuguesa. O que parece uma coisa simples ou até trivial, na verdade, guarda em si elementos dramáticos inerentes  a qualquer ruptura. A começar pelo príncipe, que embora português, teve toda a sua formação de homem e de príncipe aqui no Brasil, e dele podemos dizer que era um brasileiro genuíno, pelos seus defeitos e suas qualidades.

As causas da ruptura, já haviam sido antevistas pelo nosso Rei, Dom João VI, que soberano valoroso e apaixonado pelo Brasil, haja vista ter retardado ao máximo o retorno para Lisboa, e que de bobo não tinha nada, e tendo a certeza que os brasileiros não abririam mão de suas conquistas a partir de 1808, aconselha o filho a não exitar em pôr a coroa desse país em sua cabeça, antes que algum aventureiro o fizesse. Assim quando a classe dominante na metrópole, exige dos brasileiros recuos, tal como o sábio dom João previa, o príncipe regente, de apenas 24 anos de idade, não titubeia, e se faz o líder das aspirações brasileiras e se torna o Imperador dessa nova nação independente.

Tal processo, não foi sem discordâncias, mas com resistências em algumas províncias, como na Bahia e no Maranhão entre outras poucas, mas que com tenacidade os brasileiros, sobre o comando do Imperador, venceram, e a partir daí caminhamos sozinhos e com nossas próprias forças vamos construindo e fortalecendo o nosso país.

Quando falamos que o Brasil foi o único país com uma longa experiência monárquica nas Américas, temos de explicar esse fato, pela simples questão da legitimidade da nossa dinastia nacional, então, reinante, que trás sua legitimidade de longínquas eras, e que remontam ao primeiro rei português, que por sua tenacidade fez Portugal um país livre do jugo castelhano. Essa mesma tenacidade nos deu  a casa de Bragança no contexto americano, de sermos independentes, fortes e marcadamente diferentes dos países de colonização espanhola que nos circundam, com suas histórias de crises crônicas e de presidentes fuzilados com os seus golpes de Estado frequentes.  E assim é. As experiências mexicanas de monarquia, antes com Iturbide e depois com Maximiliano de Habsburgo, bem como os imperadores e reis sanguinários do Haiti; não tinham legitimidade, quer para se proporem como soberanos, quer para serem aceitos. E essa legitimidade no caso brasileiro, não só havia, como foi renovada com a criação do Império por dom Pedro I e seus desdobramentos em D. Pedro II e Dona Isabel, que são a prova que o Brasil só ganhou com a opção monárquica na Independência.

A carga simbólica que a monarquia trás em si, se traduz na Pátria personificada no soberano, o qual ao reverencia-lo, não reverenciamos um ser qualquer, mas sim um homem ou uma mulher, que traz em si  a história da nação em suas veias, que nos remontam a tempos imemoriais, quando se formou uma união sagrada de um povo com o Deus que lhes daria a vitória contra o infiel e contra o outro opressor, e assim a sua independência para sempre. E dessa sagrada união viria a prosperidade e a contínua liberdade da nação, que una seguiria o seu caminho para a sua grandeza.
Assim quando pensamos o Brasil de hoje, que embora cheio de misérias e roubalheiras, de brasileiros vivendo em condições indignas, em cidades com problemas homéricos seja na saúde pública, ou melhor na doença; seja na educação pública, ou melhor na ignorância. Tentando figurar como potência nos foros internacionais, temos de lamentar essa postura de colosso de pés de barro. Antes temos de ser uma potência de fato, para buscarmos o nosso lugar de direito. Mas como tudo na república, isso está longe de acontecer, basta ver o fisiologismo pelo qual o partido no poder usa para angariar apoio no parlamento, e a corrupção chega aos níveis do bizarro, a criminalidade, crescente e impune chega as raias do absurdo, e nada se faz para mudar essa realidade surreal. E se tira onda de país emergente. Qualquer analista, sério e crítico, sabe que esse sonho de potência está muito longe de se concretizar, como nunca antes nesse país.

O 15 de novembro, rompeu a união sagrada, e a história da república fala por si só, em termos de iniquidade e desfaçatez.Nesse dez anos, que faltam para completarmos o bicentenário da nossa independência, nossa missão é refazer a união sagrada que nos fez independentes, e aí podermos consolidar os potenciais brasileiros e fazer do Brasil uma potência de verdade, como seriamos há muito tempo, não fosse a traição perpetrada naquele infausto dia.
O autor é economista, pós-graduado em história, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói e artista plástico. 



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