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Notícias

Victor Meirelles de Lima - 180 anos de seu nascimento

Publicado em: 30/11/2012

Edson Murilo Prazeres
IBI-Coordenador de Desenvolvimento do 
Estado de Santa Catarina

Nasceu em Desterro, a 18 de agosto de 1832. Filho de Antônio Meirelles de Lima e de Maria da Conceição Prazeres. Desde cedo Victor revelou incrível inclinação para o desenho e a pintura. Aos quatorze anos pintava um panorama de sua cidade natal. Seus pais deram-lhe, com muitas dificuldades, um professor de desenho, chamado D. Mariano Moreno, um engenheiro argentino que na Desterro se encontrava emigrado. Quando em 1846, aos 14 anos, Victor conheceu o Conselheiro do Império, Jerônimo Coelho, encarregado de levantar e demarcar as terras que iriam constituir o dote da Princesa brasileira D. Francisca de Joinville, que ouviu o Conselheiro elogiosas referências ao garoto e quis conhecê-lo. 

Em visita a modesta casa de seus pais, aconselhou-os a que o mandasse estudar na Corte e que dele tomaria conta. O próprio Conselheiro foi portador de alguns trabalhos e esboços de Victor Meirelles, que na Corte mostrou ao Diretor da Imperial Academia de Belas Artes, Felix Emílio Taunay, Barão de Taunay, que pelo jovem passou a tomar interesse. Com a sua alta influência, a alta colaboração do Coronel José da Silveira Mafra e o prestígio de Jerônimo Coelho, Victor Meirelles foi para o Rio de Janeiro, para estudar desenho e pintura. Com sua aplicação e dedicação aos estudos, Victor obteve a medalha de ouro nos dois primeiros anos do curso. Em fins de 1849, já com 17 anos, Victor retorna a Desterro em visita aos pais onde pintou um novo segundo panorama da cidade, visto da igreja matriz, além do expressivo retrato de seu primeiro mestre, D. Mariano Moreno. 

Aos 18 anos de idade, a 10 de abril de 1853, Victor parte para a Roma. Lá Victor foi orientado pelos mestres Tommaso Minardi (1787 – 1871) e Nicola Consoni (1814 – 1884), pode, no entanto, observar em Nápoles, Florença, Milão e Turim. Após estudar as obras dos mestres italianos, Victor Meirelles ao final de março de 1857, partiu para Paris, já que Araújo Porto Alegre (Manoel José de Araújo Porto Alegre – Barão de Santo Ângelo), diretor da Imperial Academia de Belas Artes, lhe conseguira uma prorrogação de seu estágio na Europa, por mais três anos, pela apresentação de sua “Flagelação de Cristo”, obra que faz parte da coleção da Academia Nacional de Belas Artes. Em Paris se matriculou na Escola de Belas Artes local e começou a ter aulas com o mestre Léon Cogniet, que havia estudado no ateliê de Pierre-Narcise Guérin (rival do chefe da escola neoclássica, Jacques-Louis David). 

Foi nesse ateliê que o então mestre francês de Victor Meirelles teria conhecido Theodore Géricault, considerando o precursor do “Romantismo” na pintura. Prestes a voltar ao Brasil, e no que seria o seu último ano em Paris, Victor Meirelles realizou um feito inédito para um pintor brasileiro – participou do célebre Salão de Artes de Paris com a obra “Primeira Missa no Brasil”, unanimemente aceita pela crítica francesa, e que esteve exposta no Salão de Paris de 1861. Naquele mesmo ano regressou ao Brasil. Até então, Victor Meirelles já havia produzido “São João Batista no Cárcere”, “A Flagelação de Cristo”, “Primeira Missa no Brasil”, “Um Fauno e uma Bacante”, além de inúmeros retratos e dera início a “Os Primeiros Desterrados” e “Prometeu”. Ao chegar à Corte, recebia das mãos de S. M. I. D. Pedro II a insígnia de “Cavaleiro da Ordem do Rosa”. Foi quando o Ministro da Marinha, Afonso Celso de Assis Figueiredo, resolveu encomendar ao pintor catarinense duas telas de grandes proporções, uma representando a vitória do Almirante Barroso no Riachuelo (Batalha Naval do Riachuelo) de outra o forçamento de Humaitá (Passagem do Humaitá). Em 1871, aos 39 anos, já concluíra “Moema”, “O Casamento da Princesa Isabel”, “Cabeça de Velho” e o “Juramento da Princesa Isabel”. Victor Meirelles pintou “Batalha dos Guararapes”, um quadro cheio de movimentos, que hoje constitui obra-prima da pintura nacional. 

Exerceu o magistério pelo espaço de 30 anos e, em 1890, foi concedida jubilação, como professor da Academia Nacional de Belas Artes. Ainda lecionou um ano no Liceu de Artes e Ofícios, para então deixar definitivamente o magistério que tanto honrara. “A invocação de Nossa Senhora do Monte Carmo” foi sua última tela, de concepção e execução perfeitas. Doente, viu Victor Meirelles chegar ao fim de seus dias, em sua modesta casa, no Rio de Janeiro, onde ele e a dedicada esposa recebiam reduzido número de amigos. Vivia de passadas glórias. Faleceu aos 71 anos, a 22 de fevereiro de 1903. A Casa em que nasceu, foi restaurada pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional, é hoje museu (www.museuvictormeirelles.gov.br), onde se encontram documentos e estudos que pertenceram ao artista. Sua obra, em grande parte, se encontra no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Seu nome está perpetuado em um busto no Jardim Oliveira Belo e numa rua central de Florianópolis e Patrono de um Grupo Escolar em Itajaí – SC.            


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