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Pau que nasce torto morre torto!

Publicado em: 05/07/2011

Edson Murilo Prazeres
IBI-SC


Quem no Brasil ainda não ouviu esta frase?
Lembro-me de minha saudosa avó que muito a utilizava quando se referia a alguém que já tinha em seu curso de vida algum desvio de conduta. Imaginemo-nos então, aplicando esta frase ao nosso país. O nascimento da República Federativa do Brasil – a república nasce de um golpe/trapalhada militar em 15 de novembro de 1889. Dom Pedro II, por não aceitar que o sangue de irmãos brasileiros manchasse nosso solo, não reagiu a este atentado. Um pouco mais tarde, aquele que numa dita “Proclamação” é substituído por seu vice Floriano, e governa o país com mãos de ferro e revoltas acontecem por todos os cantos e, aquilo que o sereno Imperador não queria, acontece, irmãos lutando contra irmãos. A liberdade sonhada por D. Pedro I passa a ser um pesadelo. Rui Barbosa um monarquista iludido com o ideal republicano, mais tarde proferiu a célebre frase – “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto...- Essa foi a obra da República nos últimos anos. 

O Brasil republicano tem na sua historiografia, grandes momentos de perturbação da “Ordem”, fechamentos do Congresso Nacional e Assembleias, regimes ditatoriais, presos políticos, censura, e mais mortes em busca da tão sonhada “democracia”. Presidentes sendo depostos por suas ideologias não serem compatíveis com as ideologias de algumas classes dominantes, militares sedentos pelo poder. Mais tarde, já numa tal “Nova República”, presenciamos e nos comovemos com a morte de um presidente que trazia um pingo de esperança ao povo, aí também, surgiu uma dúvida se o seu vice deveria ou não assumir a Presidência. Apareceu no linguajar do povo uma palavra não usual em nosso dia a dia, a CORRUPÇÃO, o ato já existia, mas a palavra nosso povo aprendeu tarde demais, talvez. Foi esta palavra que derrubou, até agora, o primeiro presidente eleito após um longo período de ditadura. Surgiu nesse momento um movimento nacional denominado “Caras Pintadas”, nos mostrando mais uma vez a força estudantil, unida aos descontentes em todo o país. E, aquela palavra maldita continua a nos perseguir.

Há! Tivemos também um Plebiscito, para que escolhêssemos a Forma e o Sistema de governo. Uma coisa que os criadores da república haviam prometido ao povo brasileiro e levou 104 anos para se tornar realidade. Mas também não aconteceu porque eles quiseram, e sim, porque havia vigilantes, pessoas que não deixaram de lutar pela moralização no Estado brasileiro. Até a data em que aconteceria o plebiscito, os nobres presidencialistas republicanos conseguiram antecipar de 7 de setembro para 21 de abril de 1993. Talvez fosse o medo de um novo Grito de Independência. As propagandas do regime presidencialista republicano transformaram-se em propagandas políticas antecipadas para as eleições presidenciais no ano seguinte. Contudo, com curto espaço de tempo, nós monarquistas conseguimos 13% dos votos válidos em favor da Monarquia. Daí pra frente o que temos vivenciado chega a ser uma vergonha, um verdadeiro deboche para nós brasileiros e para a nossa rica e mal cuidada nação. Políticos que roubam a verba da merenda escolar, dinheiro de obras para escolas e hospitais simplesmente somem, grupos de políticos e de politiqueiros saem com dinheiro em cuecas, desvios e mais desvios na Previdência Social. Qualquer notícia sobre desvios de verba pública já não damos muita atenção, pois já são tão corriqueiras e até a finalização dos processos nós brasileiros honestos e pagadores de impostos, já sabemos o veredicto, “pizza”.

Isto me faz lembrar o trecho final de Rui Barbosa que diz: “E nessa destruição geral de nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem...”. É, meu povo, é com todos estes descasos que temos vividos esses quase 122 anos de República. Uma República que não respeita seu povo, que não lhe dá saúde, educação, moradia, não lhe dá dignidade. Não podemos e não devemos esmorecer, vamos lutar por dias melhores e com isto podemos começar a vislumbrar um futuro mais justo e digno a partir das eleições municipais do próximo ano. Sendo mais seletivos em nossas escolhas, não reelegendo políticos de carreira. Escolha aquele que faz pela sua comunidade. Não precisamos derramar o sangue irmão, pois nossa arma é o Título Eleitoral, embora ele tenha sido desprezado pelo TSE na última eleição. Vamos construir um novo Brasil, um Brasil Imperial. É nele que encontraremos a Justiça, a Dignidade e vamos descobrir o verdadeiro significado da palavra “DEMOCRACIA” como os grandes países monárquicos da Europa e Oriente. Lembrem-se, pau que nasce torto morre torto! Vamos mudar, ainda dá tempo.

Florianópolis (por obrigação), em 10 de junho de 2011.






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