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Artigos históricos

Guerra do Prata, o sonho de um vice-reinado - Parte IV

Publicado em: 10/06/2011

O exército aliado partiu em direção à capital argentina de Buenos Aires com o intuito de conquistá-la por terra, enquanto as divisões brasileiras comandadas por Caxias atacariam pelo mar. Em 1º de fevereiro de 1852, as tropas aliadas estavam acampadas a cerca de nove quilômetros de Buenos Aires. No dia seguinte na Batalha de Campo de Alvares, a vanguarda aliada derrotou uma força rosista sob o comando do general Ángel Pacheco, que havia sido enviado para atrasar o seu avanço. Em 3 de fevereiro, o exército aliado se deparou com o exército argentino comandado pelo próprio Rosas. As forças aliadas eram compostas por 20.000 argentinos, 1.700 uruguaios e 4.000 soldados de elite brasileiros, distribuídos em cerca de 16.000 cavalarianos, 9.000 infantes e 1.000 artilheiros, formando um exército de 25.700 a 26.000 homens, com 45 a 50 canhões.

Do lado argentino, Rosas dispunha de 15.000 cavalarianos, 10.000 soldados de infantaria e 1.000 artilheiros: um total de 26.000 homens com 60 canhões. Na manhã da batalha, o comandante-chefe aliado José Justo Urquiza percorreu as fileiras aliadas e, ao passar pelas tropas brasileiras, gritou "Viva o Brasil! Viva o Imperador!" e os soldados, por sua vez, responderam por cortesia com um viva ao comandante-chefe e aos aliados. Rosas escolheu o melhor terreno para preparar o seu exército, dispondo-o no topo de um monte em Caseros, do outro lado de um ribeirinho chamado Arrojo Morón, o que fez com que Urquiza modificasse seu plano de ataque. Os comandantes aliados Manuel Marques de Sousa, Manuel Luís Osório, José María Pirán, José Miguel Galán (substituindo Garzón após sua morte repentina em 1º de dezembro de 1851), Urquiza e os futuros presidentes argentinos, Bartolomé Mitre e Domingo Faustino Sarmiento formaram um Conselho de Guerra e decidiram iniciar a batalha. Cerca de 11h00, a vanguarda de ambos os exércitos iniciou seus ataques.

A Batalha de Monte Caseros, como ficou conhecido o combate entre os exércitos aliados e argentino, resultou em uma grande vitória para os opositores de Rosas. Apesar da pior localização no campo de batalha, os soldados aliados conseguiram aniquilar as tropas rosistas após uma batalha que durou a maior parte do dia. Poucos minutos antes das forças aliadas alcançarem a chácara no topo de Caseros onde Juan Manuel de Rosas havia instalado o seu Estado-Maior, o ditador argentino montou seu cavalo e fugiu do campo de batalha. Disfarçado de marinheiro, Rosas pediu auxílio a Robert Gore, embaixador britânico em Buenos Aires, que o transportou junto com sua filha Manuelita, vestida de homem, ao Reino Unido, onde passou os últimos vinte anos de vida.

O relato oficial afirmou que 400 homens do lado aliado haviam morrido, enquanto o exército argentino perdeu 1.200 homens. No entanto, pela duração e proporção da batalha, o número de fatalidades pode ter sido maior. Segundo Justo José Urquiza, através do boletim n.º 26 (escrito por Sarmiento), a atuação do brigadeiro Marques de Sousa como comandante de suas tropas fora a seguinte: "Sr. Brigadeiro Marques, chefe do centro das forças brasileiras, deu um dia de glória à sua pátria, acrescentando novos louros à sua fronte, e granjeando o respeito e gratidão de seus aliados".

Para comemorar a vitória, as tropas aliadas desfilaram triunfalmente pelas ruas de Buenos Aires, incluindo o Exército Brasileiro que, O exército aliado partiu em direção à capital argentina de Buenos Aires com o intuito de conquistá-la por terra, enquanto as divisões brasileiras comandadas por Caxias atacariam pelo mar. Em 1º de fevereiro de 1852, as tropas aliadas estavam acampadas a cerca de nove quilômetros de Buenos Aires. No dia seguinte na Batalha de Campo de Alvares, a vanguarda aliada derrotou uma força rosista sob o comando do general Ángel Pacheco, que havia sido enviado para atrasar o seu avanço.

Em 3 de fevereiro, o exército aliado se deparou com o exército argentino comandado pelo próprio Rosas. As forças aliadas eram compostas por 20.000 argentinos, 1.700 uruguaios e 4.000 soldados de elite brasileiros, distribuídos em cerca de 16.000 cavalarianos, 9.000 infantes e 1.000 artilheiros, formando um exército de 25.700 a 26.000 homens, com 45 a 50 canhões. Do lado argentino, Rosas dispunha de 15.000 cavalarianos, 10.000 soldados de infantaria e 1.000 artilheiros: um total de 26.000 homens com 60 canhões. Na manhã da batalha, o comandante-chefe aliado José Justo Urquiza percorreu as fileiras aliadas e, ao passar pelas tropas brasileiras, gritou "Viva o Brasil! Viva o Imperador!" e os soldados, por sua vez, responderam por cortesia com um viva ao comandante-chefe e aos aliados. Rosas escolheu o melhor terreno para preparar o seu exército, dispondo-o no topo de um monte em Caseros, do outro lado de um ribeirinho chamado Arrojo Morón, o que fez com que Urquiza modificasse seu plano de ataque. Os comandantes aliados Manuel Marques de Sousa, Manuel Luís Osório, José María Pirán, José Miguel Galán (substituindo Garzón após sua morte repentina em 1º de dezembro de 1851), Urquiza e os futuros presidentes argentinos, Bartolomé Mitre e Domingo Faustino Sarmiento formaram um Conselho de Guerra e decidiram iniciar a batalha. Cerca de 11h00, a vanguarda de ambos os exércitos iniciou seus ataques.

A Batalha de Monte Caseros, como ficou conhecido o combate entre os exércitos aliados e argentino, resultou em uma grande vitória para os opositores de Rosas. Apesar da pior localização no campo de batalha, os soldados aliados conseguiram aniquilar as tropas rosistas após uma batalha que durou a maior parte do dia. Poucos minutos antes das forças aliadas alcançarem a chácara no topo de Caseros onde Juan Manuel de Rosas havia instalado o seu Estado-Maior, o ditador argentino montou seu cavalo e fugiu do campo de batalha. Disfarçado de marinheiro, Rosas pediu auxílio a Robert Gore, embaixador britânico em Buenos Aires, que o transportou junto com sua filha Manuelita, vestida de homem, ao Reino Unido, onde passou os últimos vinte anos de vida. O relato oficial afirmou que 400 homens do lado aliado haviam morrido, enquanto o exército argentino perdeu 1.200 homens. No entanto, pela duração e proporção da batalha, o número de fatalidades pode ter sido maior. Segundo Justo José Urquiza, através do boletim n.º 26 (escrito por Sarmiento), a atuação do brigadeiro Marques de Sousa como comandante de suas tropas fora a seguinte: "Sr. Brigadeiro Marques, chefe do centro das forças brasileiras, deu um dia de glória à sua pátria, acrescentando novos louros à sua fronte, e granjeando o respeito e gratidão de seus aliados". Para comemorar a vitória, as tropas aliadas desfilaram triunfalmente pelas ruas de Buenos Aires, incluindo o Exército Brasileiro que, ao passar, deixou a população civil envergonhada, silenciosa e hostil. O Brasil havia insistido que o seu desfile ocorresse em 20 de fevereiro, pois o considerava uma revanche pela derrota sofrida nas mãos dos argentinos na Batalha do Passo do Rosário 25 anos antes, na Guerra da Cisplatina.

Consequências
A vitória em Caseros foi a mais significativa vitória militar brasileira, possibilitando manter a independência do Paraguai e Uruguai, e evitando a planejada invasão argentina do Rio Grande do Sul. Em apenas três anos, o Império do Brasil foi capaz de destruir todo o longo e planejado trabalho, tão desejado pelos argentinos desde sua independência, de reconstituir o antigo Vice-Reino do Rio da Prata. O que as potências da época, Grã-Bretanha e França, não conseguiram através de suas poderosas esquadras, o Brasil alcançou com o seu Exército e Armada. Representou um divisor de águas para a história da região, uma vez que não somente implicou na consagração da hegemonia imperial no Prata, como também em toda a América do Sul. A vitória sobre o Paraguai dezoito anos mais tarde seria apenas uma confirmação desta situação. As nações hispano-americanas do México à Argentina sofreram com golpes de estado, revoltas, ditaduras, instabilidade política e econômica, guerras civis e secessões. O Brasil, por outro lado, saiu do conflito com a monarquia fortalecida e com o desaparecimento das revoltas internas.

A conturbada província do Rio Grande do Sul participou ativamente do esforço de guerra, tendo por consequência feito desaparecer o desejo de separatismo de parte de sua população, possibilitando assim sua efetiva integração ao restante do país. A estabilidade interna possibilitou ao Brasil assumir uma posição de destaque no cenário internacional ao lado dos Estados Unidos da América aos olhos das potências europeias que percebiam no império sul-americano uma rara exceção em um continente flagelado por guerras civis e ditaduras. A partir da década de 1850, o país passou por um período de grande prosperidade econômica, científica e cultural inexistentes em seus vizinhos, e que perdurou até o fim do regime monárquico. Logo depois de Monte Caseros, foi assinado o Acordo de San Nicolás que modificou completamente o pacto unitarista na Confederação Argentina, descentralizando o país e permitindo grande autonomia às províncias. Tal acordo não foi aceito por Buenos Aires, que não permitiria imaginar a possibilidade de perder sua influência e poder sobre as demais províncias, o que a levou a se retirar da confederação.

De 1854 até 1862, a Argentina esteve dividida em dois países rivais que lutavam para subjugar um ao outro. De um lado, os federalistas da Confederação Argentina, liderados por Justo José de Urquiza, e do outro, os unitaristas de Buenos Aires sob Bartolomé Mitre. Os conflitos armados entre ambos se extinguiram com a vitória dos unitaristas sobre os federalistas na Batalha de Pavón em 1861, que resultou na incorporação da Confederação Argentina a Buenos Aires, formando como consequência a República Argentina em 1862, tendo Mitre como seu primeiro presidente. O Paraguai também foi afetado com a abertura dos rios platinos, possibilitando o recrutamento de técnicos europeus e especialistas brasileiros, assim como a compra de tecnologia bélica do exterior. Durante grande parte da década de 1850, o ditador Carlos Antonio López dificultou a livre navegação do Rio Paraguai pelos brasileiros, uma vez que temia que a província do Mato Grosso pudesse ser utilizada como base de operações para uma eventual agressão brasileira e também coagir o governo brasileiro a aceitar suas reivindicações territoriais na região.

O país também passou por dificuldades para delimitar suas fronteiras com a Argentina, que almejava o controle total da região do Chaco, o que equivaleria a mais da metade do território nacional desejado pelo Paraguai. O fim da Guerra do Prata não foi capaz de trazer paz à região e muito menos ao Uruguai, que permaneceu instável e constantemente em crise devido às disputas entre Blancos e Colorados. As disputas pelos limites fronteiriços, pelo poder entre as diversas facções na região e pela hegemonia propiciaria anos mais tarde o desencadeamento de outro conflito internacional, a Guerra do Paraguai


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Leia a Parte IV


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