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Artigos históricos

Guerra do Prata, o sonho de um vice-reinado - Parte III

Publicado em: 10/06/2011

Um exército
composto por 16.200 soldados em quatro divisões, com 6.500 de
infantaria, 8.900 de cavalaria, 800 artilheiros e 26 canhões, incluindo
mercenários europeus - os Brummer -, sob o comando de Luís Alves de Lima
e Silva, então conde de Caxias, cruzou a fronteira entre Rio Grande do
Sul e Uruguai em 4 de setembro de 1851. Cerca de 4.000 soldados
permaneceram no Brasil para proteger sua fronteira, além de outros
17.000 homens espalhados pelo território nacional, de forma que o
efetivo total do exército brasileiro era superior a 37.000 homens.

O Exército Brasileiro entrou no território uruguaio dividido em três
grupos: a 4.ª Divisão sob o comando do coronel Davi Canabarro que partiu
de Quaraim e protegeu o flanco direito do grupo principal (a 1.ª e 2.ª
divisões com 12.000 homens) sob o próprio Conde de Caxias que havia
saído de Santana do Livramento. Um terceiro grupo, a 3.ª Divisão
liderada pelo general-de-brigada José Fernandes Leite de Castro, partiu
de Jaguarão e protegeu o flanco esquerdo das forças de Caxias. A 4.ª
Divisão de Canabarro uniu-se às tropas de Caxias pouco após a cidade
uruguaia de San Fructuoso.

A 3.ª Divisão de Fernandes se juntou à
força principal pouco antes de Montevidéu. Enquanto isso, as tropas de
Urquiza e Eugenio Garzón cercaram o exército de Manuel Oribe próximo a
Montevidéu. As tropas sob o comando do caudilho argentino Urquiza e do
general uruguaio Garzón eram naquele momento cerca de 15.000 homens e o
exército de Oribe em torno de 8.500 pessoas. Após descobrir que os
brasileiros se aproximavam e acreditando não restar outra alternativa,
Oribe pediu para suas tropas se renderem sem luta em 19 de outubro.
Derrotado e sem nenhuma possibilidade de continuar a guerra, Oribe
recolheu-se à sua fazenda em Paso del Molino.

A esquadra
brasileira, com os navios dispostos ao longo do Rio da Prata e
afluentes, impediu que o exército vencido de Oribe pudesse escapar para a
Argentina. Urquiza sugeriu simplesmente a Grenfell matar os
prisioneiros de guerra, mas este se recusou a machucá-los.
Consequentemente, os soldados argentinos no exército de Oribe foram
incorporados ao exército de Urquiza e os uruguaios, ao de Garzón. O
exército brasileiro conseguiu cruzar o território uruguaio em segurança
após derrotarem as tropas de Oribe que atacaram seus flancos em vários
combates. No dia 21 de novembro, em Montevidéu, os representantes do
Brasil, Uruguai, Entre Rios e Corrientes assinaram um tratado de aliança
tendo como objetivo "libertar o povo argentino da opressão que suporta
sob o domínio tirânico do Governador Rosas".

Passagem dos
brasileiros por Tonelero Pouco após a rendição de Oribe, o exército
aliado composto de tropas uruguaias, infantaria e artilharia argentinas
de Urquiza e a 1ª divisão brasileira comandada pelo Brigadeiro Manuel
Marques de Sousa, futuro conde de Porto Alegre, se concentrou em Colônia
do Sacramento, no sul do Uruguai e defronte a Buenos Aires. Em 17 de
dezembro de 1851, sete navios brasileiros, sendo quatro a vapor (Dom
Afonso, Dom Pedro II, Recife e Dom Pedro) e três à vela (as corvetas
Dona Francisca e União, e o brigue Calíope), sob o comando de Grenfell,
forçaram passagem pelos obstáculos opostos à navegação do Rio Paraná
onde, no passo do Tonelero, nas proximidades da barranca Acevedo, fora
instalada uma poderosa fortificação dispondo de 16 peças de artilharia e
2 mil fuzileiros, sob o comando do general Lucio Norberto Mansilla.

As
tropas argentinas trocaram tiros com os navios de guerra brasileiros,
mas acabaram falhando em barrar sua passagem. No dia seguinte, outros
navios brasileiros forçaram a passagem por Tonelero conduzindo as tropas
restantes da divisão comandada por Marques de Sousa, o que causou a
retirada desordenada de Mansilla e seus soldados, abandonando as peças
de artilharia, pois acreditaram que o desembarque ocorreria em seu
forte. A operação de travessia do Rio Paraná pelo exército aliado durou
de 24 de dezembro de 1851 a 8 de janeiro de 1852.

Enquanto isso, a
maior parte das tropas brasileiras, cerca de 12 mil homens sob o
comando de Luís Alves de Lima e Silva, manteve-se em Colônia do
Sacramento. O comandante brasileiro logo partiu a bordo do vapor Dom
Afonso e adentrou o porto de Buenos Aires a fim de escolher o melhor
local para desembarcar suas tropas na cidade. Ele esperou entrar em
conflito com a esquadrilha argentina ali ancorada. Entretanto, esta nada
fez para impedí-lo e ele retornou em segurança para Sacramento. O
ataque foi prematuramente abortado com a notícia da vitória aliada em
Caseros.

Leia a Parte I

Leia a Parte II

Leia a Parte III

Leia a Parte IV


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